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Sidônio: pagamento de R$ 600 mil a empresa de IA por Flávio é crime

Declaração foi feita no QG da campanha de Lula após reportagem sobre a Elytron; Meta negou interferência

Por Redação Os Três Poderes ·

Sidônio: pagamento de R$ 600 mil a empresa de IA por Flávio é crime

O publicitário Sidônio Palmeira, ministro licenciado da Secretaria de Comunicação do Planalto, afirmou nesta sexta-feira (16.out.2026), em Brasília, que seria crime o pagamento de R$ 600 mil pelo candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, a uma empresa de cibersegurança, conforme relatado por reportagem sobre a Elytron.

Segundo essa reportagem, a Elytron teria tentado vender no exterior um sistema baseado em inteligência artificial para influenciar eleições e oferecido uma “operação clandestina” para “mapear eleitores, criar contas falsas, espalhar mentiras e desacreditar rivais”, proposta que teria sido apresentada nos Estados Unidos.

“Demonstra mais uma vez como é que funciona o candidato, o Flávio Bolsonaro ‘mão de tesoura’ […] É esse o tipo de candidato que quer falar de democracia aqui no Brasil. E é isso que nós estamos enfrentando”, declarou Sidônio a jornalistas, no QG da campanha de Lula.

A mesma apuração relata que o partido de Flávio declarou ter pago R$ 131,9 mil à Elytron. As alegações veiculadas são o ponto de partida das falas de integrantes da campanha adversária.

Reações e próximos passos

Um dos coordenadores da equipe de Lula, o senador Camilo Santana (PT-CE), disse que a campanha não aceitará “interferência externa” e que faria, ainda nesta sexta-feira (16.out), reunião com o setor jurídico para avaliar medidas.

A empresa dona do Facebook, Instagram e WhatsApp negou que esteja interferindo nas eleições brasileiras.

Até a publicação, a campanha de Flávio Bolsonaro não havia se manifestado sobre as declarações e sobre o teor da reportagem mencionada.

Contexto

Em disputas eleitorais, contratações de serviços digitais e impulsionamentos devem seguir as regras da legislação e ser declaradas. Práticas como uso coordenado de contas falsas, fraude e desinformação são vedadas. As falas de Sidônio e de aliados de Lula inserem-se no debate sobre integridade do ambiente online na reta final da campanha.

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