Nikolas Ferreira diz ser 'praticamente nula' a chance de anular eleição e desestimula atos
Deputado cita dúvidas sobre o processo, mas pede que apoiadores de Flávio Bolsonaro evitem protestos; TSE já proclamou a reeleição de Lula
Por Redação Os Três Poderes ·

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou nesta segunda-feira (26) que considera improvável a anulação da eleição presidencial e pediu que apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL) não realizem protestos motivados pelo resultado.
O que foi dito
Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar defendeu cautela e mencionou que pessoas que participaram de atos políticos já enfrentaram consequências judiciais. Ele também declarou ter dúvidas sobre o processo eleitoral, citando a virada de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno e a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação até as 19h em seções ainda abertas. Nikolas não apresentou provas de fraude ou irregularidades capazes de alterar o resultado.
“Conhecendo o nosso país, a chance de anular essa eleição é praticamente nula”, disse Nikolas Ferreira.
Contestação e posição dos órgãos eleitorais
A fala ocorreu após Flávio Bolsonaro afirmar que não reconhece a vitória de Lula e que sua equipe jurídica estuda um pedido de anulação do pleito. Segundo ele, a principal contestação é a prorrogação do horário de votação, que alcançou apenas locais que seguiam recebendo eleitores.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proclamou oficialmente a reeleição de Lula. De acordo com o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, a extensão do horário não comprometeu o processo eleitoral.
Números oficiais e Minas Gerais
De acordo com dados oficiais, Lula foi reeleito com 64.256.232 votos (51,79% dos válidos), enquanto Flávio Bolsonaro obteve 59.826.041 (48,21%). Em Minas Gerais, os números oficiais registram 6.351.099 votos para Lula (50,43%) e 6.241.786 para Flávio (49,57%).
Contexto e impacto no RN
O tema mobiliza bancadas e eleitores em todo o país e pode repercutir no ambiente político do Rio Grande do Norte, especialmente entre grupos alinhados aos envolvidos. Eventuais contestações deverão seguir pelos canais da Justiça Eleitoral, que é responsável por organizar e proclamar os resultados.
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