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Marinho oficializa candidatura ao comando do Senado e prioriza anistia

Senador do PL afirma que não barrará pedidos de impeachment contra ministros do STF e defende eleição em 1º de fevereiro de 2027

Por Redação Os Três Poderes ·

Atualizado

Marinho oficializa candidatura ao comando do Senado e prioriza anistia

O senador Rogério Marinho (PL-RN) anunciou nesta quarta-feira (4 de novembro de 2026), no Senado Federal, que concorrerá à presidência da Casa. A escolha do novo presidente está prevista para 1º de fevereiro de 2027. Entre as prioridades apresentadas por Marinho estão o debate sobre uma proposta de anistia para pessoas envolvidas nos ataques de 8 de janeiro de 2023 e a análise de possíveis pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Marinho afirmou que, caso assuma o comando do Senado, não impedirá que as propostas sejam levadas à votação. Em relação à anistia, disse que atuará para que o texto avance no Congresso. A medida recebe apoio de setores bolsonaristas e poderia beneficiar Jair Bolsonaro, condenado pelo STF em setembro de 2025 por participação na tentativa de golpe de Estado, além de outras pessoas responsabilizadas pelos ataques de 8 de janeiro.

O senador também disse que não pretende fazer dos pedidos de impeachment contra ministros do STF uma bandeira eleitoral. Ressaltou, porém, que o Senado não deve se omitir diante de eventuais acusações de crime de responsabilidade. Marinho acrescentou que não fará um julgamento antecipado dos integrantes da Corte.

A formalização da candidatura ocorreu depois de uma reunião com cerca de 30 senadores. Marinho declarou contar com mais de 40 apoios, embora a votação seja secreta e a maioria necessária para vencer no primeiro turno corresponda a 41 votos. Ele defendeu ainda que a eleição da Mesa Diretora seja aberta, para que os posicionamentos dos parlamentares fiquem públicos.

O atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), também busca continuar no cargo e tem apoio de MDB, PSD e PT, além das direções de União Brasil e PP. Pela direita, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) mantém interesse na disputa. Marinho afirmou que conversou com ela e que espera a formação de uma candidatura única mais adiante.

Esta será a segunda vez que Marinho tenta presidir o Senado. Na disputa de 2023, ele obteve 32 votos, enquanto Rodrigo Pacheco recebeu 49. Se for eleito, o senador afirmou que pretende assegurar espaço para as diferentes correntes políticas da Casa, inclusive para os grupos de oposição.

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