Governo e relator visam votar regulação das big techs até dezembro
Integrantes do governo e parlamentares avaliam que há janela favorável este ano para aprovar regras de concorrência para plataformas digitais
Por Redação Os Três Poderes ·

Integrantes do governo Lula e parlamentares querem votar e aprovar até dezembro o projeto de lei que estabelece regras concorrenciais para as big techs, segundo interlocutores citados pela reportagem. A avaliação é de que há uma janela favorável ainda neste ano, que será mais estreita a partir de 2027, quando o novo Congresso Nacional assumir.
O que está em jogo
O projeto busca definir normas para o mercado de plataformas digitais com foco na concorrência entre empresas de grande porte que operam serviços online, comércio eletrônico, redes sociais e serviços de infraestrutura digital. A proposta pretende limitar práticas que possam reduzir a competição, como condutas que favoreçam a integração vertical ou o tratamento preferencial de serviços próprios.
Em Brasília, a expectativa do governo e do relator é acelerar o trâmite legislativo para aproveitar o calendário político atual; a ideia é concluir a votação ainda em dezembro, antes da posse do novo Congresso. Parlamentares envolvidos defendem que a aprovação agora reduz o risco de adiamentos ou alterações que poderiam ocorrer no ano seguinte.
Contexto e antecedentes
Regulação concorrencial de plataformas é tema recorrente em vários países, que vêm adaptando leis e instrumentos de defesa da concorrência para responder a modelos de negócios digitais. No Brasil, o debate envolve ministérios, agências reguladoras e parlamentares, além de pressão de entidades do setor produtivo e da sociedade civil.
O avanço da proposta dependerá do calendário das comissões e do plenário da Câmara e do Senado, além de negociações sobre pontos centrais do texto. O relator anunciado para a matéria terá papel-chave na redação final e na articulação política para obter os votos necessários.
Impactos para o Rio Grande do Norte
Para o Rio Grande do Norte, a aprovação da regulação concorrencial pode ter efeitos indiretos na economia local: regras que promovam competição podem ampliar oportunidades para empresas regionais de tecnologia e plataformas de comércio, além de influenciar contratos de publicidade digital e oferta de serviços online. Setores que dependem de plataformas para venda ou divulgação podem acompanhar as mudanças na governança dessas empresas.
Autoridades e representantes do setor produtivo no estado deverão monitorar o desdobramento da votação para avaliar impactos práticos e eventuais adaptações necessárias.
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