Em debate, Flávio diz ter revisto posição e apoia fim da escala 6x1
Senador afirmou no domingo (18) que mudou de opinião após ouvir trabalhadores durante a campanha
Por Redação Os Três Poderes ·

Em debate realizado neste domingo (18.out.2026), em São Paulo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que mudou de posição e passou a apoiar o fim da escala de trabalho 6x1 após ouvir relatos de trabalhadores durante a campanha.
Ao justificar a mudança, o candidato disse que a escuta nas viagens o levou a votar a favor da alteração da jornada.
“Eu rodei esse Brasil inteiro, eu ouvi você, trabalhador, eu ouvi de você que queria ter esse direito a mais um dia de folga, por isso eu votei a favor”,declarou.
Provocado por Luiz Inácio Lula da Silva sobre a possibilidade de rever o tema caso eleito, Flávio negou a intenção de retirar o direito e acusou o adversário de divulgar informações falsas a respeito de suas propostas.
“Ele só faz fake news o tempo inteiro. Você trabalhando está garantido comigo, só que eu vou fazer muito melhor para você”,afirmou. Ele acrescentou que está aberto a rever posições quando considerar que a mudança beneficia a população.
“Eu sou uma pessoa que sei ouvir, eu sei escutar, eu sou uma pessoa que, se for convencida, posso melhorar a minha opinião, se isso for melhor também para os cidadãos brasileiros”.
No segundo bloco do debate, o senador retomou o assunto ao tratar de segurança pública e poder de compra, dizendo que pretende vincular a redução da jornada à melhoria da sensação de segurança e das condições de consumo.
“Eu não quero que o seu dia de folga seja um dia de pesadelo”, disse, ao mencionar o medo de assaltos, e completou:
“Muito além da folga, eu quero te dar segurança, eu quero te dar acolhimento, eu quero te ajudar a sair desse sufoco”.
O que está em vigor
De acordo com o Senado, a proposta de emenda constitucional que extingue a escala 6x1 e adota o modelo 5x2 foi aprovada em dois turnos e promulgada em sessão solene na última semana, com a presença de Lula. O texto, relatado pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), manteve a versão aprovada pela Câmara.
A emenda reduz gradualmente a jornada máxima semanal: 42 horas passam a valer 60 dias após a publicação e 40 horas entram em vigor 14 meses depois. Também fixa dois dias de descanso semanal remunerado (com preferência pelo domingo), veda redução salarial e preserva pisos. Prevê ainda possibilidade de acordos e convenções coletivas para compensações e formatos específicos de descanso, respeitados os limites constitucionais.
Para micro e pequenas empresas, o texto autoriza que uma lei complementar estabeleça medidas transitórias para mitigar impactos, condicionadas à manutenção do nível de emprego.
Impacto geral
Por ser uma emenda à Constituição, as novas regras têm alcance nacional e se aplicam também aos trabalhadores do Rio Grande do Norte.
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