Campanha de Lula afirma não se opor às condições de Flávio para liberar sigilos
Coordenação diz que resposta será protocolada no TSE às 11h de quinta (22) e cobra que o senador adote a mesma medida
Por Redação Os Três Poderes ·

A coordenação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (21) que não se opõe às condições apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para a divulgação de informações sigilosas e que levará a resposta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 11h desta quinta-feira (22).
Segundo o coordenador político da campanha, senador Camilo Santana (PT-CE), as condicionantes apresentadas por Flávio seriam uma "manobra". Ele disse que Lula aceita todas as exigências desde que o adversário também autorize a divulgação dos próprios dados.
"O presidente não se opõe em absolutamente nada que ele colocou, contanto que ele faça", afirmou Camilo Santana.
O que está em jogo
O movimento ocorre após a campanha de Lula protocolar no TSE uma autorização para liberar sigilos bancário, fiscal e eletrônico relativos aos últimos oito anos, condicionada à mesma autorização por parte de Flávio Bolsonaro e de familiares.
De acordo com a coordenação da campanha do senador, as exigências apresentadas por ele abrangem períodos de governos anteriores e a atual gestão. Entre os pontos mencionados estão:
- autorização para acesso a dados de assessores próximos do presidente;
- abertura de informações de empresas ligadas a familiares e sócios;
- divulgação de registros de visitantes do Palácio do Planalto e detalhes de reunião com o empresário Daniel Vorcaro em 2024;
- esclarecimentos sobre relações envolvendo o INSS e registros de entradas em palácios e voos na FAB;
- publicação de gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023 e de agendas institucionais da primeira-dama.
Próximos passos e disputa no TSE
Camilo Santana afirmou que a campanha apresentará a resposta ao TSE às 11h desta quinta (22) e que esse seria também o prazo esperado para manifestação do senador perante a Corte Eleitoral.
Representações contra a Meta
A coordenação da campanha de Lula também declarou preocupação com a atuação da Meta durante o período eleitoral e informou que a área jurídica vai ingressar com representações na Justiça Eleitoral.
"A Meta é motivo de grande preocupação para a gente e para o mundo democrático. Não vamos aceitar esse tipo de interferência", disse Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação (Secom).
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