Cadu tem menor arrecadação proporcional entre candidatos do PT a governador
Prestação de contas ao TSE indica R$ 2,6 milhões (24,2% do teto) para Cadu; Allyson declarou cerca de R$ 7 milhões
Por Redação Os Três Poderes ·
Um levantamento com base nas prestações de contas parciais enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), divulgado nesta quarta-feira (21), aponta que Cadu de Lula (PT), que enfrenta Allyson Bezerra (União Brasil) no segundo turno para o Governo do Rio Grande do Norte no domingo (25), é o candidato do PT a governador que menos recebeu recursos em proporção ao limite de gastos. Até segunda-feira (19), Cadu havia declarado R$ 2,6 milhões em receitas, o equivalente a 24,2% de um teto de R$ 10,7 milhões.
Comparativo no RN
Segundo as mesmas prestações de contas, Allyson declarou cerca de R$ 7 milhões e informou despesas de R$ 6,6 milhões. A diferença entre as campanhas inclui repasses partidários: o União Brasil destinou aproximadamente R$ 6 milhões à campanha de Allyson, enquanto o PT repassou cerca de R$ 1,5 milhão à de Cadu.
No primeiro turno, a disputa foi apertada: a diferença entre os dois foi de 15.509 votos. Em cenários assim, os recursos podem impactar a produção de material, a contratação de equipes e o impulsionamento de conteúdo na reta final.
Contexto no partido e distribuição de recursos
Entre os 12 candidatos do PT a governador, Cadu aparece como o que menos recebeu proporcionalmente e o segundo menor em valores absolutos, de acordo com o levantamento. O PT detém a segunda maior fatia do Fundo Eleitoral, de R$ 615,4 milhões, atrás do PL, com R$ 881 milhões.
Prazos para atualização das contas
Os dados ainda podem ser atualizados: as campanhas têm até 3 de novembro para prestar contas do primeiro turno e até 14 de novembro para o segundo, conforme o calendário do TSE. Portanto, os valores informados até agora podem sofrer alterações.
O que pode mudar para o RN
Para o eleitorado potiguar, o volume de recursos influencia a visibilidade das candidaturas nos dias que antecedem a votação, especialmente em ações de comunicação, logística e mobilização. A legislação estabelece tetos de gastos e regras de financiamento, mas a distribuição interna dos recursos partidários costuma afetar a estratégia de alcance das campanhas nos estados.
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