Cadu de Lula promete terceira ponte em Natal e 100% das escolas integrais no RN
Em entrevista, candidato detalha metas para educação, saúde e contas públicas; obra da ponte teria apoio federal, segundo ele
Por Redação Os Três Poderes ·

O candidato ao governo do Rio Grande do Norte Cadu de Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira (15), em entrevista, que pretende construir uma terceira ponte voltada à Zona Norte de Natal e encerrar um eventual mandato com 100% das escolas estaduais funcionando em tempo integral.
Infraestrutura: terceira ponte
Segundo o candidato, a obra seria viabilizada em parceria com o governo federal, caso o presidente Lula seja reeleito, e teria custo acima de meio milhão de reais. Ele disse que o objetivo é integrar ainda mais a Zona Norte ao restante da capital.
Educação: tempo integral, Ideb e apoio ao estudante
Cadu de Lula declarou que pretende alcançar a universalização do tempo integral na rede estadual até o fim do mandato. Ele também afirmou que quer complementar o programa federal de incentivo financeiro estudantil com um adicional de R$ 50 por mês por aluno.
O candidato estabeleceu como meta colocar o Rio Grande do Norte entre os 10 melhores Idebs do país até 2030. De acordo com ele, a estratégia envolve valorização de docentes, melhorias de infraestrutura e ampliação da conectividade nas escolas. Ele citou que, em 2026, o estado atingiu a maior nota da série histórica e ficou na 18ª posição.
Saúde: financiamento e redução de filas
Na saúde, o candidato disse que pretende elevar o financiamento estadual do setor de 12% para 16% da receita, com reforço aos hospitais regionais e ações para reduzir as filas de cirurgias eletivas. Entre as propostas, citou um programa de telemedicina chamado “Saúde na Hora Certa” e a criação de centrais regionais de diagnóstico no “Saúde no Tempo Certo”.
Gestão fiscal e tributos
Cadu de Lula avaliou que, embora os indicadores fiscais tenham melhorado, o cenário ainda é desafiador. Ele afirmou que busca equilibrar as contas com crescimento econômico em setores como mineração, energias renováveis, fruticultura, pesca e turismo, e disse que o estado deve voltar aos limites prudenciais em dois anos.
O candidato afirmou que seu plano não prevê aumento de impostos. Ao comentar sua passagem pela gestão das finanças estaduais, disse que a recomposição tributária adotada em 2022 ocorreu após queda de arrecadação dos estados.
Posicionamentos finais
O candidato reiterou apoio à reeleição do presidente Lula e disse que, se o governo federal tiver outra orientação a partir de 2027, saberá manter o diálogo. As declarações foram dadas na reta final da campanha para o segundo turno, cuja votação está prevista para 25 de outubro.
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