Após confronto na UFRN, Girão acusa estudantes de venda de drogas e critica segurança
Deputado não apresentou provas e disse que entregará documento ao reitor; ele afirmou que a polícia do campus foi “fraca, omissa e talvez até conivente”
Por Redação Os Três Poderes ·

Um dia após o confronto físico no campus central da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, o deputado federal General Girão (PL-RN) afirmou que estudantes promovem “baderna” e vendem drogas na universidade e criticou a atuação da segurança do campus. Segundo ele, um documento com a reclamação será entregue ao reitor Daniel Diniz. O parlamentar não apresentou provas das acusações.
O que disse o deputado
Em entrevista após o episódio, Girão associou suas críticas a estudantes que, segundo ele, permaneceriam por anos na universidade sem concluir os cursos.
“Esses caras tão lá dentro, sabe o quê? Promovendo baderna e vendendo droga”, afirmou.
O deputado também responsabilizou a equipe de segurança pelo desfecho do tumulto e disse que levará a queixa à reitoria.
“A polícia do campus foi fraca, omissa e talvez até conivente”, declarou.
As falas não foram acompanhadas de nomes, ocorrências policiais, investigações ou outros elementos que comprovem a suposta comercialização de drogas por estudantes ou a conivência de agentes.
Relatos do confronto
Imagens divulgadas após o confronto registram discussões, empurrões e agressões físicas entre participantes do ato e estudantes contrários à manifestação. O estudante de Jornalismo Henrique Neiva foi agredido e teve um dente quebrado. A identificação e a responsabilização pelos atos de violência dependem de apuração pelas autoridades competentes.
Possível crime eleitoral
A advogada potiguar Natália Sena publicou vídeo classificando a manifestação como provocação política e apontando possível crime eleitoral, ao relatar uso de som alto em área de aulas e impacto nas atividades acadêmicas. Eventual infração eleitoral, se houver, deverá ser apurada pelos órgãos responsáveis.
Até o momento das informações reunidas para esta matéria, a segurança da UFRN não havia se manifestado sobre as críticas feitas pelo deputado.
Contexto
O posicionamento do parlamentar é desdobramento do confronto ocorrido na segunda-feira (19) no campus central. A UFRN é um espaço de ensino, pesquisa e debate, e episódios de violência em ambiente universitário costumam motivar apurações internas e, quando cabível, comunicação às autoridades policiais e ao Ministério Público.
O que muda para o RN
As acusações públicas e as críticas à segurança universitária tensionam o ambiente acadêmico em Natal e podem demandar ações administrativas da reitoria. A eventual análise de possível infração eleitoral pode envolver a Justiça Eleitoral e influenciar regras para atos futuros na UFRN.
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