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Allyson critica Cadu, aponta RN “quebrado” e promete ajuste fiscal

Candidato do União defende desburocratização, atração de investimentos e obras como a terceira ponte sobre o Rio Potengi

Por Redação Os Três Poderes ·

Allyson Bezerra sentado em poltrona durante entrevista à InterTV RN
Allyson Bezerra sentado em poltrona durante entrevista à InterTV RN

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Allyson Bezerra (União) afirmou que o Estado foi deixado “quebrado” por Cadu de Lula (PT) e disse que o ex-secretário não teria capacidade para administrar o Executivo diante do quadro fiscal. As críticas e propostas foram apresentadas pelo próprio candidato.

Finanças e arrecadação

Segundo Allyson, episódios como bloqueio de empréstimos consignados, dificuldades previdenciárias e atrasos em pagamentos a profissionais de saúde indicam fragilidade nas contas estaduais.

“Quem passou oito anos administrando as finanças do Estado e deixou o Estado quebrado, com dívidas, e nessa situação de insegurança, até para os servidores, não tem capacidade de gerir o Estado”,
declarou.

O candidato disse que, se eleito, pretende ampliar a arrecadação com novos empreendimentos, buscar recursos federais e emendas parlamentares e recuperar a capacidade de investimento. Como referência, citou sua passagem pela Prefeitura de Mossoró (2021–2026) e afirmou que o município elevou sua nota de Capacidade de Pagamento (indicador do Tesouro que avalia a saúde fiscal). Ele contrapôs esse resultado ao cenário estadual e disse que o equilíbrio das contas depende de mudanças administrativas.

Licenciamento e ambiente de negócios

Allyson associou dificuldades fiscais a entraves à atividade econômica. Criticou o Idema e afirmou que a demora no licenciamento prejudica a instalação de negócios.

“O Estado do Rio Grande do Norte está travado”,
disse, defendendo desburocratização e aproximação do governo com a iniciativa privada para facilitar investimentos locais, nacionais e estrangeiros.

Infraestrutura e Natal

No setor de obras, Allyson reafirmou a promessa de construir uma terceira ponte sobre o Rio Potengi, ligando a Avenida Itapetinga, na Zona Norte, à Zona Leste de Natal. Disse que pretende contratar estudos no início do mandato para definir traçado, condições geológicas, impacto no trânsito e orçamento, e buscar apoio da bancada federal, do governo federal e de recursos estaduais. Ele afirmou ainda que deseja homenagear a ex-governadora Wilma de Faria no nome da estrutura e citou, como experiência, ter realizado mais de R$ 350 milhões em obras como prefeito e uma parceria com a iniciativa privada para a Arena Nogueirão e um novo centro administrativo, com investimento superior a R$ 215 milhões.

Saúde e educação

Na saúde, o candidato prometeu reduzir pela metade, nos primeiros seis meses, a fila que, segundo ele, reúne cerca de 20 mil pessoas à espera de cirurgias, por meio de contratação de equipes e uso de equipamentos para procedimentos por vídeo. Na educação, estabeleceu como meta alcançar nota 6,1 no Ideb e propôs bolsa mensal de R$ 200 para estudantes em vulnerabilidade, além de pagamento de R$ 1 mil pela aprovação ao final do ano letivo.

Articulação política

Allyson disse que manterá neutralidade na disputa presidencial e que pretende dialogar com qualquer governo eleito, além de buscar interlocução com os três senadores e os oito deputados federais do RN.

“Sou o único candidato que tem a capacidade de conversar em Brasília, seja qual for o presidente da República que seja eleito”,
afirmou. A posição foi questionada diante do apoio do prefeito de Natal, Paulinho Freire (União), que defendeu voto nele e em Flávio Bolsonaro (PL) em ato no dia 15; Allyson respondeu que sua aliança reúne lideranças de campos políticos distintos.

Quem é o adversário citado

Cadu de Lula integrou a equipe econômica da gestão da governadora Fátima Bezerra (PT), como secretário de Tributação e, depois, de Fazenda — responsável por arrecadação e pagamentos do Estado. Ele deixou o cargo em março deste ano para se habilitar à disputa eleitoral.

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