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Eleições 2026: acompanhe ao vivo a apuração do 2º turno para presidente e governador do RN

Aliados dizem que Robinson atribui derrota por 32 votos a apoio de Júlio César

Segundo pessoas próximas, Guamaré é citado como exemplo; dados do TSE indicam diferença mínima para João Maia

Por Redação Os Três Poderes ·

Foto de Robinson Faria, ex-governador (PP)
Robinson Faria, ex-governador (PP), em foto de arquivo Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

Aliados de Robinson Faria (PP) afirmam que o ex-governador tem atribuído a derrota por 32 votos na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados a apoio insuficiente do ex-prefeito de Ceará-Mirim, Júlio César (PP). A informação é de bastidor e não foi confirmada publicamente por Robinson nem por Júlio César.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a federação União Progressista elegeu dois deputados federais no Rio Grande do Norte: Benes Leocádio (União), com 171.396 votos, e João Maia (PP), com 123.040. Robinson somou 123.008 votos e ficou como primeiro suplente, 32 a menos que João Maia.

Exemplo citado: Guamaré

De acordo com esses relatos, Guamaré é um dos exemplos apresentados por Robinson. Ele teria dito que havia um entendimento para que a liderança local de Júlio César ajudasse a converter votos tanto para o candidato a estadual quanto para o federal.

Em Guamaré, Robinson obteve 98 votos para deputado federal, enquanto Júlio César registrou 1.669 votos para a Assembleia Legislativa. Ainda no município, Benes Leocádio recebeu 3.790 votos e João Maia somou 945 para a Câmara, conforme a apuração oficial do TSE.

Contexto e próximos passos

Pessoas próximas também relatam que, em julho de 2024, Robinson destinou R$ 1,9 milhão por meio de emenda Pix para Ceará-Mirim, então administrada por Júlio César. Nos bastidores, interlocutores afirmam que a preocupação agora é com o período após 31 de janeiro, quando o mandato de deputado de Robinson se encerra.

Em eleições proporcionais definidas por margens muito apertadas, o desempenho em bases locais costuma influenciar o resultado final. No caso da federação no RN, a divisão interna de votos ajuda a explicar por que, com poucos votos a mais em determinados municípios, a configuração das vagas poderia ter sido diferente.

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