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Natal institui política para alfabetizar alunos até o 2º ano

Medidas abrangem recuperação da aprendizagem e comissão formada por 14 servidores da educação municipal

Por Redação Os Três Poderes ·

Sala de aula da rede municipal de Natal, onde será aplicada a nova política de alfabetização
Sala de aula da rede municipal de Natal, onde será aplicada a nova política de alfabetização

Duas portarias divulgadas em 3 de novembro de 2026 estabeleceram em Natal um programa municipal voltado à alfabetização dos alunos da rede pública até a conclusão do 2º ano do ensino fundamental. Os atos também formaram um grupo de 14 servidores encarregado de produzir diagnósticos e propor ações. A Secretaria Municipal de Educação será responsável pela coordenação das atividades.

Chamado Natal Alfabetiza Com Todas as Letras, o programa inclui medidas para recuperar conteúdos e habilidades de estudantes do 3º ao 5º ano nas áreas de Língua Portuguesa e Matemática. A implementação ocorrerá com participação dos governos federal e estadual.

Publicada como Portaria nº 127/2026, a norma organiza a política em seis frentes: administração do programa; capacitação dos profissionais; qualificação dos ambientes escolares; aplicação de avaliações internas e externas; troca de experiências pedagógicas; e iniciativas de inclusão e promoção da equidade.

O planejamento contempla cursos permanentes para professores, diretores, coordenadores e assessores pedagógicos, além de suporte técnico, pedagógico e estrutural às unidades de ensino. Também está previsto o emprego de avaliações para verificar a evolução dos alunos e definir as intervenções necessárias.

As ações incluem adaptações no currículo, instrumentos de acessibilidade pedagógica e tecnologias assistivas destinadas a estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades ou superdotação. No caso dos alunos surdos, a proposta prevê ensino bilíngue, tendo a Língua Brasileira de Sinais como língua principal e o português na modalidade escrita como segunda língua.

O programa prevê ainda o monitoramento da presença dos alunos. Para isso, deverá reforçar a Busca Ativa Escolar e integrar diferentes áreas da administração pública na identificação de obstáculos à permanência na escola e de condições capazes de afetar a aprendizagem.

O custeio poderá vir do orçamento do município, de recursos repassados pela União, de transferências estaduais e de outras receitas autorizadas pela legislação. A Secretaria Municipal de Educação deverá levar os objetivos do programa em conta ao preparar os orçamentos anuais e o Plano Plurianual.

A Portaria nº 126/2026 formalizou a comissão que ficará encarregada de estruturar a política municipal de alfabetização e de recuperação da aprendizagem. Isabella Cecília Reis Soares de Maria presidirá o colegiado, que deverá levantar um diagnóstico da alfabetização na rede e examinar informações e documentos relacionados ao ensino.

A iniciativa segue as diretrizes do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e do Pró-Alfa RN, programa estadual voltado à alfabetização infantil. Assinadas pelo secretário municipal de Educação interino, Lucas Bento da Silva, as duas portarias passaram a valer na data em que foram publicadas.

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