Fed mantém juros em 3,75%–4,00% por 10 votos a 2
Decisão pode mexer com dólar e fluxos de capital ao Brasil; duas integrantes defenderam alta de 0,25 ponto
Por Redação Os Três Poderes ·

O Federal Reserve decidiu, nesta quarta-feira (28), preservar a faixa-alvo para os juros entre 3,75% e 4,00% ao ano. O movimento tende a afetar o dólar e os fluxos de capitais para o Brasil, com possíveis impactos sobre preços e investimentos também no Rio Grande do Norte.
Como foi a decisão
De acordo com o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), o placar foi 10 a 2 pela estabilidade. Lisa D. Cook e Beth M. Hammack divergiram e defenderam elevar a taxa em 0,25 ponto percentual, para 4,00% a 4,25%.
Cenário descrito pelo Fed
No comunicado, o Fed descreveu a atividade econômica como aquecida, com consumo doméstico resiliente, embora persista elevada incerteza, em parte ligada a fatores geopolíticos. O texto também cita avanço robusto da produtividade e do investimento em capital fixo. Segundo o comitê, a criação de vagas acompanha a expansão da força de trabalho, com pouca mudança na taxa de desemprego.
"entregará estabilidade de preços"
O FOMC afirmou que a inflação segue acima da meta de longo prazo de 2% e reiterou o compromisso com a estabilidade de preços. Acrescentou que as próximas decisões serão guiadas pelos novos dados, para assegurar a convergência da inflação ao objetivo em tempo adequado.
Outros parâmetros operacionais
- Remuneração dos saldos de reservas (IORB): 3,90%;
- Taxa do discount window (crédito primário): 4,00%;
- Recompras (repo) overnight: 4,00%;
- Recompras reversas (reverse repo) overnight: 3,75%, com teto diário de US$ 160 bilhões por contraparte.
O que observar para Brasil e RN
Movimentos do Fed costumam mexer na cotação do dólar, no custo de captação externa das empresas e nas expectativas sobre os juros no Brasil. Esses canais afetam preços de importados e decisões de investimento e podem refletir na atividade econômica do Rio Grande do Norte.
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