MPRN diz ter recuperado R$ 1,4 mi em acordo na Operação Conto da Sorte
ANPP com três investigados prevê perdimento de R$ 1,2 mi e implantação de programa de conformidade, segundo o órgão
Por Redação Os Três Poderes ·

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) informou que firmou um acordo de não persecução penal com parte dos investigados na Operação Conto da Sorte e que cerca de R$ 1,4 milhão foi recuperado para os cofres públicos. Segundo o órgão, o procedimento segue em relação aos demais envolvidos.
De acordo com o MPRN, três investigados confessaram formalmente as condutas apuradas e assinaram o acordo. O ajuste prevê o pagamento de R$ 200 mil em parcelas, valor que, conforme o órgão, será destinado em partes iguais à Receita Federal e ao Ministério da Fazenda. Ainda segundo o MPRN, houve perdimento definitivo de R$ 1,2 milhão aos cofres do Estado, relativo a lucro presumido. As empresas do grupo econômico também devem comprovar a implantação de um programa de conformidade em até 180 dias.
Contexto da operação
Conforme o MPRN, a investigação apura a exploração não autorizada de apostas de cotas fixas e outros jogos de azar na internet, com atuação conjunta da Receita Federal. A Operação Conto da Sorte foi deflagrada em Pernambuco, São Paulo e Ceará e investiga ainda possíveis crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa, induzimento à especulação e ilícitos contra as relações de consumo.
Como funcionava, segundo a apuração
O MPRN afirma que o grupo utilizava como âncora um órgão municipal de loteria vinculado à Prefeitura de Bodó e mantinha uma rede de empresas de fachada para movimentar valores e ocultar os verdadeiros controladores, com registros em nomes de terceiros e uso de procurações públicas. A apuração também aponta invasões a sistemas de órgãos públicos e a inserção de códigos em páginas com domínio “.gov.br” e “.edu.br” para redirecionar usuários a sites ilegais de apostas, conferindo aparência de credibilidade.
Segundo o órgão, as empresas funcionavam de forma irregular, com endereços inexistentes, salas vazias ou escritórios virtuais, e parte delas continuou operando mesmo após a baixa no CNPJ. O MPRN identificou a criação de 21 empresas registradas em um mesmo endereço em Bodó.
As informações acima foram divulgadas pelo MPRN e ainda não foram confirmadas de forma independente pela reportagem.
Comentários (0)
Ainda não há comentários. Seja o primeiro a comentar.
Leia também
Judiciário Kassio Nunes Marques libera recomendação de perfis de eleitos no 1º turno
Ofício do presidente do TSE orienta plataformas a recomendar conteúdos de candidatos já vencedores
Judiciário Mendonça pede destaque e interrompe julgamento no TSE sobre vídeo de Lula
Pedido travou análise que tinha maioria de 4 a 3 para derrubar decisão individual do ministro
Judiciário Nunes Marques ordena reativação do canal ‘Exército do Lula’ no WhatsApp
Decisão do presidente do TSE afasta a carência de 48 horas após o registro e autoriza novas postagens de imediato