Moraes remete à PGR laudos de câmeras e perícias da Operação Contenção

Material ficará sob sigilo durante a análise; caso tramita na ADPF das Favelas no STF

Ilustração: Em um corredor iluminado por luz lateral, uma pilha de envelopes lacrados repousa sobre uma mesa sob a sombra longa de um cadeado gigante; ao fundo, um prédio estilizado do tribunal aparece desfocado, enquanto fitas videocassete e uma câmera corporal em miniatura projetam sombras que apo
Imagem ilustrativa Gerada por IA

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), remeteu nesta quinta-feira (8) à Procuradoria-Geral da República (PGR) os laudos produzidos a partir das imagens das câmeras corporais usadas por policiais na Operação Contenção, no Rio de Janeiro, segundo a Agência Brasil.

De acordo com a agência, também foram enviados laudos elaborados com base na análise de perícias cadavéricas das pessoas que morreram na ação. Moraes determinou que todo o material permaneça sob sigilo enquanto a PGR realiza a avaliação.

Contexto e andamento

Deflagrada no ano passado, a Operação Contenção deixou mais de 120 mortos, entre eles ao menos quatro policiais, e é considerada a mais letal da história do país, segundo a Agência Brasil.

Em março deste ano, diante de denúncias de abusos policiais, o ministro já havia determinado que as polícias Militar e Civil enviassem à Polícia Federal as imagens da operação.

A legalidade da ação é analisada no Supremo no âmbito da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental). Nesse processo, a Corte fixou medidas voltadas à redução da letalidade em operações realizadas em comunidades do Rio de Janeiro.

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