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Eleições 2026: acompanhe ao vivo a apuração do 2º turno para presidente e governador do RN

MTE condena boicote e demissões por voto; 530 denúncias após 2º turno

Ministério Público do Trabalho afirma que retaliação política no emprego é ilegal e promete agir

Por Redação Os Três Poderes ·

MTE condena boicote e demissões por voto; 530 denúncias após 2º turno

Nesta quarta-feira (28.out.2026), o Ministério do Trabalho e Emprego repudiou a circulação de conteúdos que estimulam demitir, deixar de contratar e boicotar trabalhadores e empresários identificados como eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva, após a divulgação do resultado do 2º turno.

O que foi relatado pelos órgãos

Segundo a pasta, após o pleito passaram a circular publicações de apoiadores de Jair Bolsonaro e de Flávio Bolsonaro convocando a dispensar empregados, negar contratações e promover boicotes a pequenos comércios e prestadores de serviço. Ainda conforme o ministério, listas com nomes de estabelecimentos e profissionais vinculados a eleitores petistas estariam sendo compartilhadas em grupos de WhatsApp em diversas cidades.

O Ministério do Trabalho e Emprego informou ter recebido 530 comunicações de assédio eleitoral até o fim da tarde de terça-feira (27.out.). Esse montante corresponde a 21% de todas as queixas desse tipo registradas pelo órgão ao longo de 2026.

Atuação do Ministério Público do Trabalho

O procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, declarou que retaliações no ambiente laboral por motivo de posicionamento político do empregado são vedadas e afirmou que o MPT está acompanhando as ocorrências e tomará as providências cabíveis.

“O empresário é dono do negócio, e não do voto do seu empregado. Demitir trabalhadores por sua convicção política é ilegal e será alvo de atuação do MPT perante a Justiça do Trabalho”.

Conforme os órgãos, ameaças de dispensa, demissões consumadas, negativa de contratação e outras formas de represália baseadas no voto do trabalhador caracterizam assédio eleitoral e podem ser objeto de investigação e de ações na Justiça do Trabalho.

Números e contexto do pleito

Durante o período eleitoral de 2026, o Ministério Público do Trabalho registrou 2.467 denúncias relacionadas a assédio eleitoral. Até o término do 1º turno, eram 991 notificações; no 2º turno, somaram-se outras 946, de acordo com a instituição.

As publicações nas redes ocorreram após o 2º turno, realizado no domingo (25.out.2026), em que Lula foi reeleito para o 4º mandato com 51,75% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 48,21%.

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