Governo do RN institui carteira para pessoas com doenças raras
Lei publicada no Diário Oficial prevê QR Code e prioridade no atendimento em serviços públicos e privados
Por Redação Os Três Poderes ·

O Governo do Rio Grande do Norte sancionou, com publicação no Diário Oficial do Estado, a criação da Carteira de Identificação da Pessoa com Doença Rara (CIPDR). O documento tem como objetivo garantir atenção integral, prioridade no atendimento e facilitar o acesso a serviços públicos e privados em todo o RN.
Como vai funcionar
A lei prevê que a carteira traga um QR Code — ou recurso digital equivalente — que permita consultar, de forma ágil e protegida, informações essenciais do titular em casos de urgência e emergência.
Entre os conteúdos previstos no documento estão:
- nome completo;
- número de identificação e CPF;
- fotografia;
- informações médicas imprescindíveis;
- lista de medicamentos de uso contínuo;
- alergias ou restrições relevantes;
- contatos para emergência.
Cadastro e proteção de dados
A norma autoriza a implantação de um cadastro estadual de pessoas com doenças raras. De acordo com o texto, esse banco de dados terá a função de orientar políticas públicas de saúde, apoiar o planejamento de ações de assistência especializada e fomentar estudos epidemiológicos no estado, com observância às regras de privacidade e sigilo.
O tratamento das informações deverá seguir a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), com foco na segurança e na confidencialidade dos dados dos pacientes, conforme a publicação oficial.
Direitos garantidos e parcerias
A carteira assegura atendimento prioritário em órgãos públicos e estabelecimentos privados, especialmente nas áreas de saúde, assistência social e educação, além de estimular acolhimento humanizado e o acesso a políticas direcionadas ao público com doenças raras.
O Poder Executivo está autorizado a firmar cooperação com entidades públicas, privadas e organizações da sociedade civil para divulgar a carteira, promover ações de conscientização e capacitar profissionais, ampliando o alcance da política.
Contexto no RN
O texto legal menciona que o Rio Grande do Norte concentra números relevantes de algumas doenças raras, como a Síndrome de Berardinelli, a Síndrome de Spoan — identificada em Serrinha dos Pintos — e as mucopolissacaridoses. Para fins de classificação, são consideradas raras as doenças que acometem até 65 pessoas a cada 100 mil indivíduos, com base em critérios epidemiológicos do Ministério da Saúde.
Comentários (0)
Ainda não há comentários. Seja o primeiro a comentar.
Leia também
Rio Grande do Norte Saúde no RN: o que propõem Allyson Bezerra e Cadu de Lula no 2º turno
Planos apontam encurtar filas, regionalizar a assistência e dar prioridade à atenção básica, saúde mental e ao cuidado materno-infantil
Política DataVero aponta Cadu à frente de Allyson no 2º turno para o Governo do RN
Diferença de 1,06 ponto fica dentro da margem de erro; disputa segue em empate técnico
Política Allyson e Cadu repercutem aprovação da PEC do fim da escala 6x1
Candidatos ao governo do RN publicaram mensagens após votação no Senado por 75 a 1