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Quem controla a Baires Fly, empresa usada no voo que tirou Flávio Bolsonaro do país

Companhia argentina de voos executivos é oficialmente comandada por fundador, mas investigações apontam sócio oculto ligado a apurações sobre fraudes

Por Redação Os Três Poderes ·

Baires Fly
Baires Fly

A Baires Fly, empresa argentina de voos executivos e aeromédicos usada no deslocamento do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, é oficialmente fundada e dirigida por Luis Grande, com a presidência formal registrada em nome de Marcela Mabel Racana, segundo informações constantes no site da companhia.

O site da empresa destaca serviços voltados à privacidade dos clientes e afirma adotar medidas para proteger dados e listas de passageiros. A Baires Fly já havia prestado serviços para autoridades e celebridades — entre eles, o presidente da Associação de Futebol Argentino, Claudio Tapia, segundo registros públicos sobre contratações anteriores.

Investigações e suspeitas

Investigações da Justiça argentina, citadas em apurações sobre a empresa, apontam o empresário Sergio Daniel Mastropietro como "sócio oculto" e principal articulador financeiro da Baires Fly. Essas apurações também relacionam Mastropietro a inquéritos sobre corrupção e lavagem de dinheiro ligados à Agência Nacional de Deficiência (Andis), nos quais redes de saúde teriam pago propinas milionárias e a empresa teria ocultado valores por meio de faturas por voos que, segundo as investigações, não ocorreram.

Contexto da saída do Brasil

O senador Flávio Bolsonaro deixou o Brasil acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas adolescentes. A saída ocorreu pouco depois da conclusão do processo eleitoral em que o candidato derrotado teve 59.826.041 votos (48,21%), contra 64.256.232 votos (51,79%) do vencedor, conforme o resultado divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A Polícia Federal expediu um pedido de apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro às 21h16 do dia da declaração do resultado pela corte — sete minutos após a comunicação oficial do TSE — e o magistrado responsável confirmou o aval ao pedido da PF para apreensão de documentos e proibição de deixar o país.

As informações sobre a estrutura societária da Baires Fly e sobre as investigações na Argentina constam de apurações judiciais e de registros da própria empresa; as medidas da Polícia Federal e a decisão do TSE sobre a eleição são atos oficiais que compõem o cenário em que se deu a viagem.

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