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Esportes da Sorte tenta romper patrocínio máster com o Corinthians sem pagar multa

Clube rejeitou a proposta; vínculo foi paralisado em 6 de outubro por medida provisória do governo federal

Por Redação Os Três Poderes ·

Corinthians
Corinthians

No início da semana, a Esportes da Sorte enviou notificação ao Corinthians para encerrar o patrocínio máster sem aplicação de multa. O pedido foi recusado pelo clube, que abriu conversas com a empresa em busca de uma saída negociada.

Contrato e suspensão

O contrato foi renovado em fevereiro de 2026, com vigência até dezembro de 2029, e prevê pagamento fixo de R$ 150 milhões por ano. Desde 6 de outubro, o acordo está suspenso em razão de uma Medida Provisória do governo federal que impede a operação de cassinos virtuais e de casas de apostas no Brasil.

Essa MP precisa passar pelo crivo do Congresso em até 120 dias e, se não houver votação nesse período, deixa de valer. A posição do Corinthians é de que, enquanto o assunto não for resolvido no plano político, o contrato permanece suspenso e não pode ser rompido sem o pagamento da multa contratual.

Posições e negociação

Segundo o clube, uma rescisão só poderia ocorrer com quitação da penalidade prevista no contrato por parte da Esportes da Sorte. A empresa, entretanto, pretende finalizar o acordo sem arcar com multa. Os departamentos jurídicos dos dois lados estão em tratativas para tentar um entendimento.

Marcas exibidas na camisa

Após a suspensão, o Corinthians estampou a marca da empresa de inteligência artificial Jota em uma partida e, depois, passou a utilizar o logotipo da plataforma de compras Shopee, em um compromisso válido até o fim de 2026.

Contexto

A disputa ilustra a insegurança trazida pela MP ao mercado de apostas e aos patrocínios esportivos no país. A deliberação do Congresso tende a orientar contratos semelhantes firmados por outros clubes brasileiros.

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