Tesouro Direto soma R$ 8,77 bilhões em aplicações em setembro
Emissão líquida foi de R$ 4,83 bi; papéis atrelados à Selic concentraram 57,5% das compras
Por Redação Os Três Poderes ·
O Tesouro Nacional informou nesta quinta-feira (29.out.2026) que as aplicações no Tesouro Direto somaram R$ 8,77 bilhões em setembro, distribuídas em cerca de 1,25 milhão de operações. Com resgates e vencimentos de R$ 3,94 bilhões, a emissão líquida do mês ficou em R$ 4,83 bilhões.
O que os investidores compraram
Segundo o balanço, os títulos atrelados à Selic lideraram as entradas, com R$ 5 bilhões, o equivalente a 57,5% do total aplicado. Os papéis corrigidos pela inflação responderam por R$ 2,2 bilhões (24,9%), e os prefixados somaram R$ 1,6 bilhão (17,7%).
Nos resgates antecipados, os títulos vinculados à Selic concentraram R$ 2,8 bilhões (71,5%). Os papéis de inflação representaram R$ 757,6 milhões (19,3%) e os prefixados, R$ 361,8 milhões (9,2%).
Estoque e prazos
O estoque de títulos em poder dos investidores alcançou R$ 279,3 bilhões em setembro, alta de 43% ante o mesmo mês de 2025 (R$ 195,3 bilhões) e de 2,7% frente a agosto (R$ 272 bilhões).
A maior fatia do estoque segue nos títulos indexados à inflação, que somavam R$ 130,4 bilhões (46,7%). Os papéis atrelados à Selic representavam R$ 110,3 bilhões (39,5%) e os prefixados, R$ 38,6 bilhões (13,8%).
Por prazo de vencimento, R$ 20,1 bilhões (7,2%) vencem em até 1 ano; R$ 134,6 bilhões (48,2%) entre 1 e 5 anos; e R$ 124,6 bilhões (44,6%) após 5 anos.
Base de investidores e perfil das operações
O número de investidores ativos chegou a 3.924.677 em setembro, alta de 22,3% em 12 meses. O total de cadastrados atingiu 36.746.622, crescimento de 9,6% em um ano.
Predominaram os pequenos aportes: de 1.249.333 operações, 61,3% foram de até R$ 1.000 e 82,6% de até R$ 5.000. O valor médio por operação foi de R$ 7.019,82. Quanto ao horizonte das compras, 51% dos investidores escolheram papéis com vencimento entre 1 e 5 anos; 35,8%, entre 5 e 10 anos; e 13,2%, acima de 10 anos.
Contexto recente: juros e marcação a mercado
O Tesouro destacou que o balanço retrata setembro e antecede a forte volatilidade pós-segundo turno das eleições. Naquele período, a alta dos juros futuros levou à realização de leilões extraordinários de recompra de títulos públicos e a suspensões temporárias nas negociações do Tesouro Direto diante das oscilações de taxas e preços.
De acordo com o Tesouro, a elevação das taxas exigidas pelo mercado reduz o preço de mercado dos títulos já emitidos. Assim, quem precisa vender antes do vencimento pode registrar perdas, enquanto a remuneração contratada é preservada para quem mantém o papel até o prazo final.
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