Leilão da ANP rende R$ 3 bi e 49 blocos arrematados no país
6º ciclo da Oferta Permanente de Concessão prevê R$ 4,5 bi na fase de exploração, segundo a Agência Brasil
· Atualizado

O 6º ciclo da Oferta Permanente de Concessão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizado nesta quarta-feira (7), arrecadou R$ 3 bilhões em bônus de assinatura com a venda de 49 blocos, segundo a Agência Brasil.
Na primeira fase dos contratos, dedicada à exploração, estão previstos R$ 4,5 bilhões em investimentos. Os blocos arrematados ficam nas bacias Potiguar, Tacutu, Recôncavo, Parnaíba, Tucano Sul, Campos e Ceará.
Três áreas com acumulações marginais, localizadas nas bacias Potiguar e Tucano Sul, também foram arrematadas. De acordo com a Agência Brasil, o bônus somou R$ 1,5 bilhão, com ágio médio de 442%. A assinatura dos contratos de concessão está prevista até 26 de fevereiro de 2027.
Pré-sal em regime de partilha
Na manhã do mesmo dia, a ANP realizou o 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP). Sete dos 13 blocos ofertados foram arrematados — resultado que, segundo a Agência Brasil, torna este o leilão do pré-sal com maior número de áreas licitadas até agora. No ciclo anterior, em 2025, cinco áreas foram licitadas.
A área exploratória sob regime de partilha aumentou 58% e passou a somar 39,2 mil km², o equivalente a cerca de 90% do território do estado do Rio de Janeiro, conforme a Agência Brasil.
O que observar no RN
Entre as bacias listadas está a Potiguar. No Rio Grande do Norte, agentes públicos e privados tendem a acompanhar a assinatura dos contratos e o início da fase de exploração, que definirão o ritmo das atividades nas áreas licitadas.
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