Crédito soma R$ 7,4 tri em setembro; juros sobem e inadimplência fica em 5%
BC reporta alta de 0,4% no mês; taxa do crédito livre chega a 49% ao ano e, para famílias, a 62,4%
Por Redação Os Três Poderes ·

O Banco Central informou, em 29 de setembro de 2026, que o estoque de crédito do Sistema Financeiro Nacional atingiu R$ 7,4 trilhões em setembro, alta de 0,4% ante agosto. O saldo para pessoas físicas somou R$ 4,7 trilhões (+0,1%) e, para empresas, R$ 2,8 trilhões (+1%). Em 12 meses, o crédito total avançou 8,6%.
Segundo o órgão, em 12 meses houve crescimento de 6,5% nas carteiras de empresas e de 9,9% nas de famílias.
Crédito com recursos livres
O crédito com recursos livres alcançou R$ 4,2 trilhões em setembro, alta de 0,8% no mês e de 6,5% em 12 meses. Nas empresas, o saldo livre subiu 1,7% no mês e 1,2% em 12 meses, totalizando R$ 1,6 trilhão. Entre as famílias, o crédito livre foi a R$ 2,6 trilhões (+0,2% no mês e +10% em 12 meses). De acordo com o BC, contribuíram as expansões do consignado para beneficiários do INSS e trabalhadores do setor privado, além da aquisição de veículos.
Juros das concessões e do crédito livre
A taxa média das novas concessões foi de 32,4% ao ano em setembro, alta de 0,2 ponto percentual no mês. Nas operações com recursos livres, a taxa média atingiu 49% ao ano, com aumento de 0,5 p.p. no mês e de 3,2 p.p. em 12 meses. No crédito livre às empresas, a taxa chegou a 24,4% a.a. (+0,4 p.p. no mês e +0,2 p.p. em 12 meses), com destaque, segundo o BC, para a alta de 1,4 p.p. no capital de giro com prazo superior a 365 dias.
Para as famílias, a taxa média no crédito livre foi de 62,4% a.a., com alta de 0,6 p.p. no mês e de 3,7 p.p. em 12 meses. Destacou-se o aumento de 6,8 p.p. no rotativo do cartão de crédito e a menor participação do cartão à vista na composição das carteiras.
Crédito ampliado ao setor não financeiro
O crédito ampliado ao setor não financeiro somou R$ 22,1 trilhões (164,9% do PIB), avanço mensal de 0,7% e alta de 11,5% em 12 meses. Para as empresas, o crédito ampliado ficou em R$ 7,3 trilhões (54,4% do PIB), com crescimento de 0,7% no mês e de 8% em 12 meses, impulsionado por títulos privados de dívida (+13,7%) e por empréstimos do SFN (+5,9%).
Inadimplência
A inadimplência da carteira total do SFN foi de 5% em setembro, estável na comparação mensal e 0,9 p.p. acima do registrado 12 meses antes. Nas empresas, o índice ficou em 3,3% (queda de 0,1 p.p. no mês e alta de 0,5 p.p. em 12 meses). Entre as famílias, permaneceu em 6% no mês, com alta de 1,1 p.p. em 12 meses.
No crédito com recursos livres, a inadimplência alcançou 6,6%, estável no mês e 1 p.p. superior em 12 meses. Por segmento, ficou em 4,2% para empresas (−0,1 p.p. no mês; +0,6 p.p. em 12 meses) e em 8,1% para famílias (+0,1 p.p. no mês; +1,2 p.p. em 12 meses).
Impacto para o RN
Com o crédito em expansão e juros mais altos, o custo do financiamento tende a pressionar o orçamento das famílias e o capital de giro das empresas. No Rio Grande do Norte, isso pode repercutir no comércio e em setores que dependem de vendas a prazo, como o de veículos, além de influenciar decisões de investimento de empresários locais.
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