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Viagem e carta de Flávio Bolsonaro abrem disputa pela liderança da oposição

Ausência do senador e teor do documento são vistos por dirigentes do PL e parlamentares do Centrão como fatores que impulsionam novas lideranças

Por Redação Os Três Poderes ·

Viagem e carta de Flávio Bolsonaro abrem disputa pela liderança da oposição

Após deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos e divulgar uma carta em que se autodeclara “líder do Brasil”, o senador Flávio Bolsonaro (PL) passou a ser visto, segundo dirigentes do PL e parlamentares do Centrão, como sem condições de conduzir a oposição à distância, o que abriu espaço para novas lideranças.

Reações no PL

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, desaprovou o teor do documento. “Não gostei”, afirmou ao comentar a carta. Segundo ele, a viagem do senador ocorreu em sigilo, sem aviso prévio nem mesmo ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

No documento divulgado no exterior, cuja elaboração contou com apoio de Paulo Figueiredo, o senador sustentou a tese de fraude eleitoral sem apresentar provas e se colocou como líder do país, com recados a supostos “usurpadores”.

O que está em jogo

Parlamentares do PL e aliados do Centrão avaliam que é inviável liderar a oposição fora de Brasília. O afastamento do cotidiano do Congresso — com negociações, articulações de pauta e construção de maioria — enfraquece a coordenação política e abre caminho para outras figuras assumirem protagonismo.

Setores influentes do PL e do Centrão defendem também virar a página do processo eleitoral e concentrar esforços na atuação institucional, valorizando a bancada considerada expressiva no Legislativo como base da estratégia oposicionista.

Contexto

No Congresso, a condução da oposição costuma se apoiar em lideranças partidárias e na presença ativa nas comissões e no plenário. A avaliação de que o comando precisa estar presente em Brasília reforça a busca por novos nomes no campo da direita para organizar a atuação do bloco.

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