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Turismo registra R$ 192,9 bilhões em oito meses, diz pesquisa

Setor teve recorde acumulado e alta em agosto, mas crescimento foi puxado por preços, não por volume de turistas

Por Redação Os Três Poderes ·

Turismo registra R$ 192,9 bilhões em oito meses, diz pesquisa

O turismo no Brasil faturou R$ 192,9 bilhões entre janeiro e agosto de 2026, segundo pesquisa divulgada pela FecomercioSP nesta sexta-feira (30). Apenas em agosto, o setor arrecadou R$ 24,5 bilhões, resultado 2,6% superior ao mesmo mês de 2025.

Recordes e origem do crescimento

De acordo com a FecomercioSP, agosto de 2026 marcou dois recordes na série histórica iniciada em 2012: o maior faturamento para o mês e o maior montante acumulado nos primeiros oito meses do ano.

Entretanto, a entidade ressalta que o avanço do faturamento não decorreu, majoritariamente, de um aumento no número de turistas, mas sim da elevação dos preços praticados no setor. Em agosto, a tarifa aérea subiu 14,5% enquanto o número de passageiros cresceu 2,3%.

No segmento de alojamento, a pesquisa aponta que o aumento das diárias superou a evolução da taxa de ocupação, o que, na avaliação da FecomercioSP, é um padrão de alta menos sustentado do que quando o crescimento vem do maior fluxo de viajantes.

Desempenho por segmento e perspectivas

O transporte aéreo de passageiros foi o setor com maior faturamento em agosto, registrando R$ 7,7 bilhões e crescimento mensal de 3,1%; no acumulado do ano, o segmento soma alta de 5%, segundo a pesquisa.

Para os próximos meses, a FecomercioSP projeta que os preços deverão continuar pressionados. A entidade liga essa expectativa à possibilidade de manutenção do petróleo em patamares acima de US$ 100, o que elevaria os custos operacionais das companhias aéreas e limitaria redução de tarifas aos passageiros.

O que isso significa para estados como o Rio Grande do Norte

Em termos gerais, a combinação de faturamento recorde impulsionado por preços e a elevação das tarifas aéreas tende a ter efeitos distintos: pode beneficiar receitas de empreendimentos turísticos e hotéis, ao mesmo tempo que encarece deslocamentos para turistas e residentes. Para estados com dependência do turismo, como o Rio Grande do Norte, pressões tarifárias no transporte aéreo podem influenciar a decisão de viagem e o custo das operações locais, enquanto a manutenção de demanda em níveis semelhantes ajuda a sustentar ocupação e receita.

A FecomercioSP projeta um aumento em torno de 3% para o faturamento do setor em 2026; se confirmado, seria mais um recorde anual para o turismo, segundo a entidade.

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