Papa Leão 14 solicita voto por correio para eleições de meio de mandato nos EUA
Pedido de cédula foi registrado em cartório de Illinois; caso seria inédito para um pontífice em exercício
Por Redação Os Três Poderes ·

O papa Leão 14 solicitou uma cédula de voto por correio para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, informou o jornal Chicago Sun-Times nesta quinta-feira (30). O pedido foi registrado no cartório eleitoral do Condado de Will, em Illinois, segundo a publicação.
Como seria inédito
De acordo com o autor do boletim "Letters from Leo", Christopher Hale, se o voto for efetivado será a primeira vez que um papa em exercício participaria de uma eleição eleitoral norte-americana e também a primeira vez que um pontífice votaria em qualquer eleição secular enquanto ocupa o cargo.
Fontes do cartório do Condado de Will disseram ao Chicago Sun-Times que a solicitação foi feita em 3 de outubro de 2026. Registros apontam que Leão 14 está registrado para votar em um endereço em New Lenox, Illinois, onde reside seu irmão, John Prevost.
Situação da cédula
Até a última apuração, o cartório ainda não havia recebido a cédula preenchida, conforme reportagem da NBC News citada na apuração. Não há informações públicas sobre se o papa chegou a preencher ou enviar o documento pelo correio.
Regras eleitorais e histórico de votação
Leão 14 mantém registro eleitoral em Illinois apesar de residir no Vaticano. As leis do Estado permitem o pedido de voto por correspondência sem justificativa, e normas federais autorizaram cidadãos americanos elegíveis que vivem no exterior a votar por diferentes métodos, incluindo o correio.
Registros eleitorais do Condado de Will, citados por veículos que acompanharam o caso, mostram que o pontífice já participou de votações por ausência em eleições anteriores, incluindo a eleição geral de 2024 e diversas primárias entre 2008 e 2016.
Contexto político
O episódio ocorre em meio a um atrito público entre o papa e o presidente dos EUA, Donald Trump, sobre políticas de imigração, a guerra contra o Irã e declarações do presidente nas redes sociais. O pontífice disse que comentários que ameaçaram populações foram "verdadeiramente inaceitáveis" e afirmou que ataques à infraestrutura civil violam o direito internacional; Trump rebatendo o papa chamou-o de "fraco" e fez outras críticas em publicação no Truth Social. O papa declarou ainda: "Não tenho medo do governo Trump, nem de falar abertamente a mensagem do Evangelho, que é o que acredito ser minha missão."
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