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MTE sugere incluir risco psicossocial na NR-1 e alinhar avaliação à NR-17

Tomada de subsídios na AGU vai de 29/10 a 2/12; proposta prevê guia para fiscalização e apoio a pequenas empresas

Por Redação Os Três Poderes ·

MTE sugere incluir risco psicossocial na NR-1 e alinhar avaliação à NR-17

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apresentou um anteprojeto para ajustar a NR-1, detalhando o conceito de fatores de risco psicossocial relacionados ao trabalho e vinculando sua avaliação à NR-17. Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), o texto foi encaminhado à Câmara de Promoção de Segurança Jurídica no Ambiente de Negócios (Sejan) e receberá sugestões entre 29 de outubro e 2 de dezembro.

O que está na proposta

De acordo com o documento, riscos psicossociais são situações decorrentes da concepção, organização e gestão do trabalho que têm potencial de causar “lesões ou agravos” à saúde dos trabalhadores. A definição busca explicitar a correspondência com o conceito geral de perigo ou fator de risco ocupacional já previsto na NR-1 e associá-lo à condição de “organização do trabalho” tratada na NR-17.

Como esses riscos têm natureza ergonômica, a identificação e a avaliação devem seguir a NR-17, por procedimentos como a Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP), para abordagem inicial, e a Análise Ergonômica do Trabalho (AET).

Metodologia e orientação

O anteprojeto não fixa ferramentas ou técnicas obrigatórias para a avaliação dos riscos, preservando a “liberdade metodológica”. Também sugere que a Secretaria de Inspeção do Trabalho do MTE elabore um documento de orientação para sistematizar elementos verificáveis das obrigações das NR-1 e NR-17, com critérios de avaliação e situações de desconformidade para apoiar a atuação fiscalizatória.

Apoio a pequenas empresas

A proposta prevê o desenvolvimento de uma ferramenta de apoio à Avaliação Ergonômica Preliminar — incluindo fatores de risco psicossociais — voltada inicialmente a estabelecimentos com até nove empregados. No país, são 3,4 milhões de empresas desse porte, o equivalente a 81,52% dos estabelecimentos com vínculo empregatício, conforme o documento.

Contexto e próximos passos

A iniciativa integra a tentativa de conciliação em discussões sobre o tema que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) e responde a questionamentos de entidades patronais sobre a falta de definições objetivas na atualização da NR-1, que passou a considerar elementos da saúde mental do trabalhador. Segundo a AGU, a tomada de subsídios busca reunir contribuições da sociedade civil, de entidades representativas dos setores econômicos e de trabalhadores. O MTE afirma que as propostas estão em debate e não constituem compromisso definitivo nem texto normativo aprovado.

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