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Governo evita reação e mantém pragmatismo com EUA e Argentina

Avaliação interna é de que não há constrangimento diplomático; resposta só virá se houver novos fatos

Por Redação Os Três Poderes ·

Governo evita reação e mantém pragmatismo com EUA e Argentina

O Palácio do Planalto decidiu manter uma postura pragmática nas relações com Estados Unidos e Argentina e, por ora, não adotará reação oficial à saída do senador Flávio Bolsonaro do país, segundo avaliação de integrantes do governo.

De acordo com essa avaliação interna, o episódio não cria, no momento, constrangimento que exija manifestação direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A orientação é preservar o diálogo político e comercial com os dois países e só considerar medidas diplomáticas se surgirem novos fatos.

O que diz o governo

Integrantes do governo avaliam que o resultado das urnas fortaleceu a posição do presidente e enfraqueceu a articulação externa de Flávio Bolsonaro, reduzindo o espaço para questionamentos sobre o processo eleitoral brasileiro.

Relação com os EUA e agenda internacional

Na relação com os Estados Unidos, a diretriz é manter o diálogo e evitar que divergências políticas contaminem temas econômicos e comerciais. A diplomacia brasileira também acompanha as eleições legislativas americanas, consideradas internamente um possível divisor de águas para os próximos passos da relação bilateral.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participa de reunião de chanceleres do G20. O secretário de Estado americano também estará no encontro. Não há, por enquanto, reunião bilateral marcada, mas o governo não descarta uma conversa caso haja interesse do lado americano.

Posição sobre a Argentina e a carta de Flávio

Em relação à Argentina, a avaliação no governo é semelhante: manter o pragmatismo e evitar reação oficial, a menos que surjam novos elementos. O Planalto também monitora a repercussão de carta divulgada por Flávio Bolsonaro após deixar o Brasil. Há, nos bastidores, a hipótese de que o teor do documento tenha sido ajustado após contatos externos, mas essa possibilidade não foi confirmada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Com isso, a linha adotada pelo governo é de cautela: preservar interlocução com Washington e Buenos Aires, acompanhar os desdobramentos e só agir oficialmente diante de fatos novos.

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