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Fiemg cobra ajuste fiscal e previsibilidade e vê risco com reforma e jornada

Presidente da Fiemg pede sinais econômicos e vê custo maior com fim da escala 6x1 e jornada de 40h

Por Redação Os Três Poderes ·

Fiemg cobra ajuste fiscal e previsibilidade e vê risco com reforma e jornada

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, afirmou, em encontro com jornalistas na sede da CNI, que o próximo governo deve priorizar o equilíbrio fiscal e a previsibilidade. Segundo ele, a combinação de expansão dos gastos públicos, fim da escala 6x1 e cronograma curto da reforma tributária cria um ambiente adverso para as empresas.

Sinais para a política econômica

Roscoe disse que a reação do mercado após a reeleição presidencial reforçou a necessidade de orientações claras sobre a condução da política econômica. Para o dirigente, sem ajuste fiscal e redução de custos, o cenário de juros elevados e endividamento limita a capacidade de investimento e de manutenção de empregos.

Reforma tributária e indefinições

Com a primeira etapa de implementação da reforma tributária prevista para começar em menos de dois meses, ele apontou incertezas que dificultam o planejamento das empresas. Entre os pontos citados estão a alíquota do Imposto Seletivo, a do IVA dual e as regras para o cashback a famílias de baixa renda. A falta de definições, disse, afeta tanto recursos para adaptação quanto sistemas de gestão e processos internos.

Jornada e custos trabalhistas

Sobre a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e o fim da escala 6x1, Roscoe afirmou que a mudança elevará custos e pode levar ao fechamento de vagas. Na avaliação dele, o período de transição de 14 meses é insuficiente para que as empresas compensem a perda de horas trabalhadas com tecnologia e reorganização de processos.

Estudo da Fiemg sobre o Custo Brasil

Um levantamento da Fiemg divulgado em abril de 2026, o IIN-CB (Indicador de Impacto Normativo no Custo Brasil), estimou que 45 atos normativos avaliados entre 2023 e 2025 aumentaram em R$ 146,9 bilhões por ano o custo de produzir, empregar e investir no país, já descontados os efeitos de medidas que reduziram despesas. Segundo o estudo, os impactos negativos somaram R$ 290,7 bilhões anuais, enquanto os positivos foram estimados em R$ 143,7 bilhões. A maior pressão negativa líquida veio da área trabalhista (R$ 96,3 bilhões por ano), seguida do ambiente jurídico-regulatório (R$ 80,5 bilhões) e do eixo de tributos (R$ 28,9 bilhões).

Competitividade em risco

Sem previsibilidade e melhora da competitividade, Roscoe alertou que a indústria brasileira pode perder espaço para concorrentes estrangeiros. Ele classificou o momento como uma “tempestade perfeita” para o setor diante de juros altos e endividamento.

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