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EUA batem recorde de 48,5 milhões de votos antecipados

Levantamento da Universidade da Flórida aponta marca inédita até 18h desta sexta (30.out); democratas lideram onde há informação de filiação

Por Redação Os Três Poderes ·

Voto midterms
Voto midterms

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos somaram 48,5 milhões de votos antecipados até as 18h desta sexta-feira (30.out.2026), de acordo com o Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida. A marca supera o recorde anterior, registrado em 2022.

Segundo o levantamento, 26,1 milhões de eleitores votaram de forma presencial antes do dia oficial, enquanto 22,4 milhões enviaram cédulas pelo correio.

Quem está votando antes

Nos Estados que informam a filiação partidária dos eleitores, os democratas respondem por 43,7% dos votos antecipados (cerca de 10,1 milhões), os republicanos por 31,4% (7,3 milhões) e independentes ou legendas menores por 24,9%.

O recorte etário mostra forte presença de pessoas com 65 anos ou mais, que reúnem aproximadamente metade das cédulas registradas. Já a faixa de 18 a 25 anos representa 4,5% do total. O laboratório também observa aumento da participação de minorias raciais e de mulheres; na Geórgia, esses grupos chegaram a 56% dos votantes antecipados.

Estados em disputa

A mobilização é alta em Estados considerados decisivos para a disputa do Senado. O Texas registrou aumento de 50% no voto presencial antes do dia da eleição, e também há avanços em Carolina do Norte, Carolina do Sul e Kansas, conforme os dados compilados pela Universidade da Flórida.

Como ler os números

O laboratório ressalta que a votação antecipada não permite projetar o resultado final. A filiação partidária declarada não garante o voto na legenda e, historicamente, o comparecimento no dia oficial costuma ser mais elevado entre republicanos, o que pode alterar eventuais vantagens iniciais. O recorde pode refletir uma mudança de hábito no momento de votar, sem implicar, necessariamente, maior participação ao fim da eleição.

As midterms definem parte do comando do Congresso dos EUA e influenciam a agenda legislativa do país, com potenciais reflexos econômicos e políticos no exterior, inclusive para o Brasil.

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