Jornalismo · InstituiçõesOS TRÊS PODERES
Notícias de hoje

Publicidade

Eleições 2026: acompanhe ao vivo a apuração do 2º turno para presidente e governador do RN

Estimativa indica gasto de cerca de R$ 414 mil em jatinho usado por Flávio Bolsonaro

Cálculo considera tarifa média por hora e 9,1 horas de voo; despesas extras podem elevar o total e quem pagou não foi informado

Por Redação Os Três Poderes ·

Estimativa indica gasto de cerca de R$ 414 mil em jatinho usado por Flávio Bolsonaro

Uma estimativa baseada na tarifa média de jatos executivos e no tempo total de voo aponta que o fretamento do avião usado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) e familiares para viajar a Miami custou cerca de R$ 414 mil. Não há confirmação oficial sobre quem contratou ou pagou o serviço.

Estimativa e metodologia

O cálculo considera uma tarifa média de US$ 8.500 (cerca de R$ 45,5 mil) por hora, divulgada pela empresa de fretamento Paramount Business Jets, aplicada a 9,1 horas de voo em aeronave do tipo Gulfstream G400. Segundo a mesma base, o valor final pode subir por causa de reposicionamento do jato, taxas aeroportuárias e tempo em solo. A aeronave permaneceu cerca de 24 horas em Puerto Iguazú, na Argentina, antes do embarque.

O que não foi informado

Aliados atribuíram a logística do deslocamento a articulações no exterior, mas essa versão não foi confirmada por autoridades. Também não foram divulgados os valores efetivamente pagos pelo serviço.

Quem operou o voo

De acordo com informações da própria companhia, a Baires Fly é uma empresa argentina especializada em voos executivos e aeromédicos e afirma oferecer “privacidade total” aos clientes. Investigações da Justiça argentina já citaram a empresa em apurações sobre corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a Agência Nacional de Deficiência do país. Segundo essas investigações, haveria emissão de faturas por voos não realizados e ocultação de valores; um empresário ligado ao setor é investigado como sócio oculto da firma.

Contexto

A família saiu de Brasília por via terrestre, cruzou a fronteira com a Argentina e seguiu de avião, com escala no Equador, até o Aeroporto Executivo de Miami-Opa Locka. Segundo o senador, a decisão de deixar o Brasil ocorreu por se sentir ameaçado por eventuais decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal chegou a pedir a apreensão do passaporte do parlamentar minutos após a confirmação do resultado da eleição presidencial pelo Tribunal Superior Eleitoral, e houve decisão judicial proibindo sua saída do país.

Comentários (0)

Ainda não há comentários. Seja o primeiro a comentar.

Deixe seu comentário

Os comentários passam por moderação antes de serem publicados.
Aparece publicamente com o comentário.
Nunca é exibido.
0 de 1.500 caracteres

Leia também