De “Estados Unidos do Brazil” à República Federativa: os nomes oficiais do país
Discussão reapareceu após carta de Flávio Bolsonaro exibir brasão antigo; designação atual é usada desde 1968
Por Redação Os Três Poderes ·
O Brasil já teve ao menos cinco denominações oficiais ao longo de sua história. O assunto voltou ao debate na quarta-feira (28.out.2026), quando uma carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro saiu, inicialmente, com o brasão antigo que traz a inscrição “Estados Unidos do Brazil” e foi corrigida em seguida para o emblema atual. A designação vigente, “República Federativa do Brasil”, passou a ser usada oficialmente em 1968.
Contexto histórico
Antes da chegada dos portugueses, o território era habitado por diversos povos indígenas e recebeu denominações como Pindorama, termo tupi associado a “terra das palmeiras”. Registros cartográficos europeus dos séculos 14 e 15 já mencionavam variantes do nome Brasil — como Bracir, Bracil e Braxili — para indicar ilhas míticas em mapas produzidos entre 1351 e 1500.
O uso de “Brasil” em documentos oficiais começou a se consolidar no início do século 16. Há registro do termo em 1512, em correspondência de Afonso de Albuquerque ao rei. A historiadora Laura de Mello e Souza situa a consagração entre 1516 e 1530, período em que atos régios incorporaram o topônimo a funções administrativas e encargos.
Da Primeira República à denominação atual
Ao longo do tempo, o país alterou sua forma oficial de se apresentar. A inscrição “Estados Unidos do Brazil” foi empregada em brasões e documentos até ser substituída por “República Federativa do Brasil” em 1968, marco da denominação que permanece em vigor.
Repercussão recente
O episódio da carta de Flávio Bolsonaro reacendeu o debate sobre o uso correto de símbolos e nomes oficiais. A família do senador deixou o país alegando receio de medidas judiciais. A Polícia Federal apresentou pedido para apreensão do passaporte do parlamentar após a proclamação do resultado da eleição presidencial, e houve decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, impedindo sua saída do Brasil. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, o vencedor do pleito foi Luiz Inácio Lula da Silva.
Por que o tema importa
Erros em símbolos e nomenclaturas de documentos públicos geram questionamentos sobre memória institucional e padronização. A observância das denominações oficiais evita confusões sobre a representação do Estado em peças e comunicações formais.
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