Datafolha: mudança guia voto em Flávio; proteção social pesa para Lula
Levantamento com 2.520 entrevistas indica 47% a 45% no 2º turno e motivações distintas entre os eleitores
Por Redação Os Três Poderes ·

Eleitores que declaram voto em Flávio Bolsonaro priorizam mudança e alternância de poder, enquanto os de Lula apontam a proteção social como principal razão da escolha, aponta pesquisa Datafolha realizada nos dias 13 e 14 de outubro em 153 municípios. No cenário estimulado do 2º turno, Flávio tem 47% e Lula 45%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Intenções de voto e metodologia
Segundo o Datafolha, em votos válidos — que excluem brancos, nulos e indecisos — o placar é de 51% para Flávio Bolsonaro e 49% para Lula. O levantamento ouviu 2.520 pessoas, tem nível de confiança de 95% e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-00466/2026.
Motivações do voto
Entre os eleitores de Flávio, 41% mencionaram mudança e alternância de poder. Também aparecem rejeição ao adversário (31%), economia e custo de vida (16%) e propostas ou qualidades do candidato (15%), de acordo com o Datafolha.
No grupo de eleitores de Lula, 48% citaram proteção social e identificação de classe como principal motivo. Em seguida vêm avaliação de desempenho e legado (22%) e rejeição ao adversário (17%).
Branco e nulo
Entre quem pretende votar em branco ou nulo, 37% afirmaram rejeitar ambos os candidatos. Descrença e desinteresse (19%) e desconfiança em promessas e corrupção (18%) aparecem na sequência, segundo o instituto.
Recortes e rejeição
O Datafolha indica vantagens distintas por regiões e segmentos: Flávio lidera em partes do Sudeste e do Sul e entre evangélicos; Lula se sai melhor no Nordeste, entre os eleitores de menor renda e entre católicos. No recorte por gênero, Lula tem vantagem entre as mulheres e Flávio entre os homens.
Sobre rejeição, o instituto mediu 46% para Lula e 44% para Flávio Bolsonaro. A aprovação ao governo federal ficou em 48%, e a desaprovação, em 50%.
Contexto
O segundo turno está marcado para o dia 25. Pesquisas eleitorais precisam ser registradas na Justiça Eleitoral e trazem margem de erro e nível de confiança, parâmetros usados para interpretar oscilações dentro do período de campanha. O quadro nacional orienta estratégias de campanha em todo o país, inclusive no Rio Grande do Norte.
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