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Câmara analisa política para expandir tecnologia assistiva e mobilidade inclusiva

Proposta prevê observatórios municipais, estímulos a crédito e produção nacional; texto tramita em comissões

Por Redação Os Três Poderes ·

Câmara analisa política para expandir tecnologia assistiva e mobilidade inclusiva
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 2977/26, que institui a Política Nacional de Incentivo à Tecnologia Assistiva e à Mobilidade Inclusiva, com foco em ampliar a autonomia, a empregabilidade e a mobilidade de pessoas com deficiência, segundo o texto em discussão.

De acordo com o projeto, tecnologia assistiva abrange recursos, produtos, equipamentos, estratégias, práticas e serviços voltados a favorecer funcionalidade, independência e inclusão de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.

O texto propõe alterar o Estatuto da Cidade para exigir que municípios que elaborarem planos de rotas acessíveis instituam Observatórios de Mobilidade Inclusiva. Esses órgãos deverão mapear e acompanhar as condições de deslocamento desse público e a execução dos planos, gerando dados para subsidiar políticas e orientar investimentos em infraestrutura acessível.

A política será estruturada em planos de ação de quatro anos, com avaliações a cada dois anos, e prevê a participação de pessoas com deficiência na elaboração, implementação e controle social. A União deverá apoiar tecnicamente e financeiramente os demais entes federados, conforme a proposta.

Incentivos e financiamento

A proposta também modifica a Lei Brasileira de Inclusão para incentivar investimentos privados na adaptação de postos de trabalho, na oferta de tecnologias e na capacitação de equipes para inclusão.

  • ampliar o acesso a linhas de crédito específicas, inclusive subsidiadas, para usuários;
  • agilizar e simplificar a importação, com ajustes em procedimentos alfandegários e sanitários;
  • criar mecanismos de fomento à pesquisa e à produção nacional;
  • reduzir ou eliminar tributos na cadeia produtiva e na importação;
  • facilitar a inclusão de novos itens no rol de produtos distribuídos pelo SUS e por outros órgãos;
  • expandir serviços de diagnóstico, intervenção precoce, habilitação e reabilitação profissional;
  • mapear e monitorar a acessibilidade de calçadas, prédios públicos e transporte coletivo.

Segundo o projeto, as despesas serão custeadas por recursos da União, com possibilidade de complementação por convênios, fundos setoriais e cooperação internacional. O funcionamento da política dependerá de regulamento do governo federal.

“Espera-se, com o texto, não apenas o aprimoramento de recursos, produtos, equipamentos e metodologias disponíveis às pessoas com deficiência, como também a promoção de uma maior consciência social da importância da inclusão e a redução de práticas capacitistas no mercado de trabalho."

disse a autora da proposta, deputada Renata Abreu (Pode-SP).

Tramitação

Conforme a Câmara dos Deputados, a análise será conclusiva nas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Possíveis impactos para o RN

Se aprovada, a política terá alcance nacional e poderá orientar ações de estados e municípios, com reflexos também no Rio Grande do Norte e em Natal, especialmente em políticas de acessibilidade urbana, saúde e trabalho. A exigência de observatórios se aplica aos municípios que elaborarem planos de rotas acessíveis, conforme prevê o projeto.

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