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Bruno Reis diz que adesivos do PT atrasaram saída de ônibus em Salvador

Prefeito afirma que empresas removeram material de campanha e que o serviço foi restabelecido até 10h30; Justiça Eleitoral mandou prender secretário

Por Redação Os Três Poderes ·

Foto de Bruno Reis, prefeito de Salvador (União Brasil)
Bruno Reis, prefeito de Salvador (União Brasil), em foto de arquivo Foto: Senado Federal/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou neste domingo (25) que a saída dos ônibus das garagens foi retardada porque empresas decidiram retirar adesivos do PT colados nos veículos. De acordo com ele, o material foi considerado irregular pelas operadoras e a circulação foi retomada plenamente por volta das 10h30.

Para evitar novos atrasos, o prefeito disse ter autorizado que os coletivos seguissem rodando mesmo com os adesivos, enquanto as empresas realizavam a retirada. Ele declarou não saber quem aplicou o material e citou vínculo político do sindicato dos rodoviários com o PT, sem apresentar provas de participação da entidade.

Durante o dia, Bruno Reis afirmou que o número de ônibus nas ruas superou o de pleitos anteriores. Passageiros, no entanto, relataram longas esperas e falta de veículos, apesar da orientação para colocar toda a frota em operação.

A fala do prefeito veio após decisão da Justiça Eleitoral que determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, no contexto da retenção de coletivos. Depois dessa decisão, a Prefeitura determinou a liberação dos ônibus, segundo o gestor.

As dificuldades no transporte em Salvador e em São Paulo levaram a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a pedir a extensão do horário de votação. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin decidiu prorrogar a votação até as 19h e, posteriormente, esclareceu que a regra se aplicava apenas às seções que ainda estivessem em funcionamento.

Contexto

Bruno Reis disse que Salvador já ofertava gratuidade nas passagens em dias de votação antes de a medida tornar-se obrigatória por determinação da Justiça Eleitoral. O episódio reacendeu o debate sobre a operação do transporte público em períodos eleitorais e o cumprimento das normas eleitorais por empresas e pelo poder público.

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