Assessor da Casa Branca teria viabilizado jato usado por Flávio Bolsonaro
Informação não confirmada oficialmente; PF apura trajeto do senador até a fronteira com a Argentina
Por Redação Os Três Poderes ·

A aeronave particular usada pelo senador Flávio Bolsonaro e sua família para viajar a Miami, na noite de terça-feira 27, teria sido viabilizada por Jason Miller, funcionário da área de comunicação da Casa Branca. A informação não foi confirmada oficialmente no Brasil nem nos Estados Unidos.
Segundo essas informações, a organização da viagem teria começado na segunda-feira 26, após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar no domingo 25 a entrega dos passaportes do senador. Também é relatado que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro teria procurado Jason Miller após a intimação do irmão. O voo partiu da Argentina, com escala para reabastecimento no Equador, antes de seguir para os Estados Unidos.
Investigação no Brasil
A Polícia Federal trabalha para reconstruir o caminho percorrido por Flávio desde Brasília até a fronteira com a Argentina. De acordo com a apuração, estão em análise hipóteses como deslocamento por via terrestre até Foz do Iguaçu, uso de aeronave particular para parte do trajeto ou uma combinação de trechos aéreos e terrestres. A PF também avalia a movimentação do comboio ligado ao senador na noite anterior à sua saída de Brasília.
Flávio Bolsonaro é investigado em inquérito da Polícia Federal que apura suspeitas de lavagem de dinheiro. Apesar de ter deixado o país após a determinação judicial de entrega dos passaportes, ele segue formalmente como investigado, e não como foragido, enquanto a PF busca esclarecer as circunstâncias da saída e identificar eventuais participantes da operação.
Situação migratória e declarações de Trump
Há a expectativa de que o senador venha a solicitar autorização para residência permanente nos Estados Unidos (green card). Uma fonte do governo norte-americano, citada nessas informações, avalia que o trâmite poderia ser acelerado, em linha com tratamento anteriormente dado a Eduardo Bolsonaro.
Nesta quinta-feira 29, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a comentar o resultado das eleições brasileiras em conversa com jornalistas antes de um comício. Ele criticou o processo eleitoral e mencionou a reação do mercado.
“Acompanhei as eleições. Não tomei partido, mas vi o que estava acontecendo no Brasil, foi uma vergonha. O mercado falou isso. Olha como o mercado reagiu”, declarou Trump.
Questionado se procuraria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para cumprimentá-lo pela reeleição, Trump disse que sim e voltou a classificar a eleição brasileira como “uma vergonha”.
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