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ANP quer extinguir formulação de combustíveis; liminar reabre brecha

Agência suspendeu autorizações e recomendou fim da atividade, mas decisão judicial permitiu operação isolada

Por Redação Os Três Poderes ·

ANP quer extinguir formulação de combustíveis; liminar reabre brecha

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) recomendou o fim da atividade de formulação de gasolina e diesel no país e suspendeu autorizações por meio da Resolução nº 985/2025. Apesar disso, decisão judicial recente em caráter liminar autorizou a operação de uma nova formuladora.

Por que a ANP quer encerrar a formulação

Segundo estudos oficiais da ANP, a formulação — produção de combustíveis por mistura de derivados — teve contribuição reduzida para a oferta e não gerou efeito positivo sobre preços. A agência aponta riscos relacionados à fiscalização, à qualidade dos combustíveis e a fraudes fiscais, em razão da baixa barreira de entrada dessa atividade quando comparada a refinarias.

Casos e operações citados por órgãos públicos

De acordo com a ANP e secretarias fazendárias estaduais, fiscalizações identificaram uso de insumos inadequados e práticas voltadas à redução indevida de tributos, com autuações de grande porte. Operações conduzidas pelo poder público, como Arinna, Cassiopeia e Carbono Oculto, relataram lavagem de dinheiro e importações disfarçadas para burlar impostos. Estimativa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indica que fraudes e crime organizado no setor movimentam valores bilionários ao ano.

Divergência entre regulação e Justiça

Com base nos estudos, a ANP sobrestou processos de autorização e recomendou o encerramento definitivo da formulação. A liminar que permitiu a atuação de uma formuladora reabre o debate sobre previsibilidade regulatória e segurança jurídica, ao contrapor entendimentos judiciais à orientação técnica do regulador.

O que pode mudar para o RN e Natal

Em estados como o Rio Grande do Norte e em municípios como Natal, práticas irregulares no segmento de combustíveis podem pressionar a arrecadação de ICMS e afetar a confiança do consumidor, além de elevar riscos operacionais e ambientais para o varejo de combustíveis. A discussão sobre o modelo de atuação do setor tem impacto direto na concorrência e na fiscalização locais.

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