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Aliados veem desgaste de Flávio Bolsonaro após carta e ida aos EUA

Três versões do texto e erro no brasão alimentam críticas de pessoas próximas; Tarcísio de Freitas ganha espaço nos bastidores

Por Redação Os Três Poderes ·

Aliados veem desgaste de Flávio Bolsonaro após carta e ida aos EUA

Aliados do senador Flávio Bolsonaro afirmam que a imagem do parlamentar sofreu desgaste após a viagem aos Estados Unidos e a divulgação, nas redes sociais, de uma carta considerada mal redigida e publicada em momento inoportuno.

Erros e revisões da carta

Segundo essas pessoas, a declaração escrita passou por três versões em poucos minutos. A primeira trazia no cabeçalho um brasão desatualizado, com a inscrição "Estados Unidos do Brazil", forma anterior a 1968. Na sequência, uma nova versão corrigiu o símbolo, mas manteve a autodefinição do senador como "presidente eleito", sem apresentação de provas de irregularidades eleitorais. Em seguida, uma terceira edição atualizou o brasão e recuou no tom, substituindo a autoproclamação por "líder" da oposição a partir do exterior.

Reação de aliados

Pessoas próximas relatam que o texto foi divulgado sem consulta a integrantes que estiveram com ele na campanha e que o episódio enfraqueceu sua posição na oposição.

“Poderia estar ainda maior como representante da oposição, e em 48 horas conseguiu se diminuir”

De acordo com essas avaliações, não há hoje espaço para substituições imediatas dentro do campo oposicionista.

Disputa interna e Tarcísio em evidência

Nesse cenário, aliados veem crescimento do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que mencionou a possibilidade de disputar a Presidência em 2030. A postura do governador, dizem, causa incômodo antigo entre oposicionistas, inclusive no entorno da família Bolsonaro.

Contexto da viagem

A carta foi divulgada quando o senador já estava nos Estados Unidos. Segundo relatos de pessoas próximas, ele teria cruzado a fronteira terrestre com a Argentina, feito escala no Equador e desembarcado na Flórida. Essas informações apontam que a viagem foi justificada como forma de liderar a oposição a partir do exterior diante de medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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